Perigos da Selva. ” De que se proteger “?

Perigos da selva

By Patto ,www.cupofscience.com/2010/01/25/perigos/

      Quem nunca viu um filme ou ouviu falar em histórias de pessoas que, ao passarem pela selva, foram atacadas por animais selvagens, como onças, tigres ou leões; picadas por criaturas com terríveis venenos, como cobras, aranhas ou escorpiões ou foram intoxicadas por plantas, taturanas ou sapos? As pessoas no Brasil, em geral, têm medo da selva. As vezes, determinados “perigos” geram medos específicos. Outras vezes o pavor à mata é desencadeado pelo “conjunto da obra”.

       Freqüentemente sou consultado sobre os perigos de andar no mato. Alguns mais diretos me perguntam se eu não tenho medo disto ou daquilo outro. Mas o que me espanta, e que me trouxe a falar sobre este assunto, é que as pessoas tendem super valorizar estes “perigos” e em geral nem se importam com coisas menos famosas mas tão ou mais passíveis de precauções. Conhecendo um pouco melhor este tipo de ambiente podemos deixar de lado alguns medos e curtirmos melhor o passeio pela floresta, tomando os devidos cuidados para minimizar o risco de acidentes e para estarmos preparados para quaisquer eventualidades.

     A selva não é o lugar mais seguro para andarmos, mas também está longe de ser o mais perigoso. Ambientes muito mais corriqueiros como fazendas, sítios, quintais ou jardins apresentam seus próprios perigos, por vezes muito maiores que os encontrados em florestas. A seguir descrevemos e comentamos alguns perigos de se andar em uma selva. Alguns “perigos” foram deliberadamente excluídos desta lista, como o perigo de se perder e a transmissão de doenças, que serão abordados posteriormente nesta coluna.

Onças

Pensar em encontrar uma grande, brava e faminta onça no meio do mato apavora grande parte das pessoas que já pensaram em andar em uma floresta. Quase 80% das pessoas com quem converso sobre os perigos da selva pensam nelas em primeiro lugar. Eu não os culpo. Quem já viu uma onça ser alimentada no zoológico, urrando, com fome, destrinchando em segundos peças inteiras de carne com suas garras e presas, não pode deixar de pensar no perigo em tropeçar de frente com uma delas.

A boa notícia é que o risco de encontrar uma onça no mato é realmente muito pequeno e se encontrarmos, o risco de um ataque é bem menor que imaginamos no zoológico. Isto porque as onças são animais raros, ocorrendo a densidades muito baixas, mesmo em áreas de matas bem preservadas. Os felinos em geral precisam de uma grande área de vida e, devido a territorialidade, as áreas de duas onças pouco se sobrepõem. Até quem estuda onças na mata, tem dificuldade em encontra-las. Normalmente, torcem por uma oportunidade de avista-las.

As onças, em geral, temem o homem. Muito altos se comparados às suas presas tradicionais, elas evitam a nossa companhia. Costumam não temer adultos sentados ou deitados e crianças sozinhas, às quais há registros de ataques.

Além disto, quando falamos em onças no Brasil, falamos de onças pintadas (Panthera onca), e de onças pardas (Felis concolor). As pintadas, maiores e que potencialmente oferecem maior possibilidade de enfrentar um homem adulto, são ainda mais raras, provavelmente ocorrendo ainda apenas em grandes áreas florestadas como na Amazônia, Pantanal e Parque Nacional de Foz do Iguaçu. As pardas, que são menores, oferecem menor risco de ataque. Encontros com esta espécie são mais comuns nas regiões andinas, com ambiente mais aberto, aonde pode-se enxergar mais longe.

Cuidados extras:
– Andar acompanhado – principalmente se for uma criança ou um adulto pequeno;
– Em um acampamento – deixar área de cozinhar, com as comidas frescas, longe da área de dormir;
– Em caso de encontro – jamais correr ou ficar de costas. Se o confronto for eminente, mostrar-se agressivo e perigoso, gritando, balançando os braços e jogando pedras ou equivalentes.

Cobras

A imagem que a maioria das pessoas têm das cobras é de um animal traiçoeiro, camuflado, escondido no meio do nosso caminho, pronto para dar o bote, com suas grandes presas pingando veneno mortal. Talvez por isto elas estão em segundo lugar no lista dos maiores medos de quem anda na selva. Aliás, em geral, quem não tem medo de onça tem de cobra.

Mas apesar da imediata associação de cobras venenosas com a selva, elas são menos freqüentes na mata que em outros ambientes. Em plantações e pastos, as populações de cobras são maiores por causa do aumento do número de suas presas (em geral roedores). Na mata, as populações de cobras tendem a ser menores. Acidentes com cobras são muito mais comuns no meio rural que na mata.

Outra idéia que as pessoas têm sobre cobras é que a picada mata instantaneamente, em segundos. Na realidade, acidentes com cobras não são tão sérios quanto se imagina. Com raras exceções, costuma permitir até algumas horas para o atendimento nos casos mais graves e em casos mais amenos, que felizmente são maioria, permitem uma demora de várias horas até o atendimento. Uma exceção é a cobra coral (Micrurus) que pode matar em menos de uma hora em casos de injeção de muito veneno. Entretanto, corais não são muito agressivas, e não injetam veneno no bote, tendo que morder a presa. Com sua boca pequena que abre pouco, apenas conseguem morder apêndices como dedos. Acidentes são extremamente raros e costumam ocorrer apenas com quem tenta manusea-las insistentemente. A outra exceção é a jararaca ilhoa (Bothrops insularis). Seu veneno é extremamente concentrado. Acredita-se que seu efeito em humanos pode ser mais intenso e rápido que as outras jararacas. Entretanto ocorre apenas na ilhota da Queimada-grande, no litoral de São Paulo, que não é habitada.

Além disso, a grande maioria de espécies de cobras brasileiras não são um perigo para o homem. São as conhecidas pelos profissionais da saúde como “não-venenosas”. Na realidade, uma parte destas têm veneno que não representam perigo.

No Brasil, com exceção das corais, as cobras peçonhentas têm:
– fosseta loreal (outro orifício facial, além das narinas, que lhes funciona como sensor térmico);
– escamas pequenas na cabeça;
– grandes dentes inoculadores móveis (das corais são pequenos e fixos);
– pupila vertical (a maioria das não peçonhentas e as corais possuem pupila redonda)
– escamas foscas e sem brilho (as corais e as não peçonhentas possuem escamas brilhantes).

As cobras peçonhentas brasileiras são as seguintes:
Jararacas e urutus (Bothrops). São aproximadamente 40 espécies, responsáveis por 88% dos acidentes em todo o Brasil. Seu veneno necrosante provoca dor intensa e hemorragia, podendo provocar perda do membro e morte.

Cascavéis (Crotalus). Causa 8% dos acidentes ofídicos no país. É menos agressiva que as jararacas. Seu veneno é basicamente neuro-tóxico, não causando reação importante no local da picada, mas provoca em horas o comprometimento nervoso, dores musculares pelo corpo, mal estar, urina avermelhada. Pode causar insuficiência renal aguda e morte.

Surucucus (Lachesis). Ocorre no norte do Brasil. Causam 3% dos acidentes no Brasil. Agressivas, o envenenamento causa reações semelhantes aos da jararaca.

Corais (Micrurus). Ocorrendo em todo o Brasil, não costumam ser agressivas e os acidentes são rarissimos. Seu veneno é neuro-tóxico de ação muito rápida, muito forte e pode ser mortal se não for tratado imediatamente. Causa comprometimento do sistema nervoso central e respiratório. A diferença entre os padrões de coloração das corais verdadeiras e falsa é de muito difícil identificação. Por isto, todas as cobras não devem ser manuseadas sem um minuciosa identificação feita por especialistas através da análise da dentição.

Cuidados extras:
– Nunca manusear uma cobra sem proteção e com socorro disponível e em prontidão;
– Olhar aonde pisa, senta e põe a mão;
– Redobrar cuidados em plantações, grama alta, montes de pedras, bananais, montes de palhas, ambientes considerados de risco pela maior incidência de cobras;
– Usar perneira em ambientes de risco;
– Intensificar cuidados no início da noite, hora de maior atividade das cobras;
– Procurar ter sempre alguma possibilidade de socorro (rádio, carro, barco) em caso de acidente.
– Em caso de acidente, identifique o animal. Mantenha o acidentado deitado, sem se locomover. Mantenha o local da picada limpo utilizando apenas água e sabão.

Aranhas e escorpiões

Em geral não são a maior preocupação de quem quer andar no mato. Mas algumas pessoas podem ter verdadeiras fobias, não conseguindo nem sequer pensar em entrar em uma floresta. Em geral não são temidos pela sua periculosidade, mas pela idéia de que estarão por toda parte, aonde quer que coloquemos a mão ou sentemos, na cama ou nas roupas.

Em primeiro lugar, aranhas e escorpiões são tão comuns ou mais na cidade quanto na mata. Com raras exceções, costumam ser animais calmos e não agressivos. Acidentes na mata são raros, sendo comuns no meio rural.

Entretanto, o veneno do escorpião e de algumas aranhas pode ser tóxico, ou seja, ativo no homem, sendo altamente recomendado a procura de um médico no caso de um acidente, especialmente se o animal não for certamente identificado como não tóxico ao homem. Por isto, descrevemos os principais causadores de problemas.

Caranguejeira – são as grandes aranhas peludas, que ocorrem em jardins, fazendas e matas. Possui uma grande quantidade de veneno que não costuma ser tóxico. Sua picada, que ocorre muito raramente, causa dor intensa. Os pelos podem causar reações alérgicas, tosse e irritação da pele.

Tarântula – são pequenas (até 5 cm total). Assim como as caranguejeiras, dificilmente picam e seu veneno não é tóxico ao homem. Sua picada é acompanhada de pouca dor e o ferimento é tratado localmente com curativos e analgésicos.

Além do escorpião, três aranhas que possuem veneno ativo no homem:
Escorpiões – muito comuns no lixo e em entulhos, principalmente em ambientes rurais e suburbanos, sendo menos abundantes nas matas. Não são agressivos, causando acidentes quando tentamos pega-lo, espremendo-o acidentalmente ao apoiar-se ou vestindo roupas e calçados que tenham sido escolhidos como abrigos durante a noite. Sua picada pode causar dor intensa, febre e necrose local se não tratado. Em casos extremos pode matar crianças, pessoas idosas ou debilitadas.

Aranha armadeira – têm este nome devido ao hábito de não fugirem quanto molestadas, apoiando-se nas patas traseiras em “armadas” em posição de ataque. Têm até 15 cm (total). São agressivas, mas atacam apenas quando são molestadas ou encurraladas. O hábito de vestir-se sem verificar as roupas e calçados são responsáveis por cerca de 25% dos acidentes, pois costumam esconder-se ai durante a noite. Seu veneno é neurotóxico, causando dor intensa no local, que se espalha em minutos para todo o membro. Pode ser fatal em crianças, idosos e em pessoas debilitadas. Em 95% dos casos trata-se com analgésicos locais, mas pode ser necessário aplicação de soro antiaracnídico.

Aranha marrom – praticamente desconhecida do público em geral. É bem pequena (até 1,5 cm total), não é agressiva e é aparentemente inofensiva, picando apenas quando espremida nas roupas, calçados ou ao nos apoiarmos sobre ela. Entretanto, pode causar acidentes muito graves. Seu veneno é necrosante e hemorrágico. Sua picada não causa dor e por isto geralmente passa desapercebida, não sendo tratada. Com menos de um dia o local da picada começa a doer, ficar vermelho, acompanhado de febre, urina escura, que pode evoluir para deficiência renal agúda e morte. Deve-se ser tratado com soro antiloxocélico e hidratação.

Viúva negra – muito pequena (até 1,2 cm), ocorre com freqüência em teias a 1 metro do chão, mas também no chão e em troncos. Negra, com manchas vermelhas, não é agressiva, e pica apenas quando molestada ou espremida. Seu veneno é neurotóxico, causando dor intensa que irradia para todo o corpo, que pode evoluir para convulsão. Ocorrem dores abdominais, sudorese, diminuição dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial. Em casos graves causa parada respiratória e morte. O tratamento deve ser feito com soro antilatrodectus, analgésicos, anestésicos e relaxantes musculares.

Cuidados extras:

– Na dúvida, não manusear estes animais. Pode ser que logo o que você resolveu brincar era o que picava;
– Olhar aonde senta e põe a mão;
– Revistar as roupas e calçados antes de vestir. Botas úmidas e roupas suadas podem ser “escolhidos” como abrigo durante a noite;
– Em caso de picada, identificar ou coletar o animal e procurar ajuda médica.

Plantas e animais tóxicos

Inúmeras plantas são tóxicas e podem causar desde vômitos e diarréia até males maiores, se ingeridas. Entretanto, poucas plantas são tóxicas ao contato. Um bom exemplo, comum nas matas tropicais brasileiras são as urtigas. Seus pequenos espinhos embaixo das folhas podem irritar a pele, causando a sensação de queimadura. Apesar do incômodo, que pode ser grande se cairmos em uma moita, não causa maiores danos. Certa vez vi um escalador caindo quando guiava em um negativo, passando por dentro de uma moita de urtiga só de bermudas e cadeirinha, o que foi muito desagradável.

A grande maioria das lagartas não queima. Algumas podem ser urticantes se tocadas com alguma parte sensível do corpo com dorso da mão, braços, pescoço ou rosto. Podem causar coceira, inchaço ou ardor, semelhantes ao da urtiga, mas em geral nada sério. No Sul do Brasil há uma espécie de lagarta (Lonomia obliqua) que pode causar reações alérgicas se não tratadas. É comum ser encontrada agrupada em árvores de áreas abertas.

Muitas pessoas têm muito medo de serem envenenadas por sapos altamente tóxicos. Eu somente me lembro de um sapo amazônico que pode ser muito tóxico ao toque da pele. Em geral, os sapos são tóxicos, mas somente podem causar problemas se sua secreção cutânea entrar em contato com nossa mucosa (lábios, olhos). Em alguns casos pode causar alergia e inchaço ou até mesmo alucinações.

Cuidados extras:

– Nunca comer o que não se conhece. Frutinhos aparentemente desconhecidos podem causar sérios distúrbios gástricos se ingeridos. Conheço pessoas que tiveram que fazer lavagem estomacal completa porque provaram apenas um frutinho do tamanho de uma uva-passa.
– Usar roupas compridas, inclusive no verão na mata tropical quente e úmida. Apesar da sauna forçada, ajuda a evitar arranhões e urtigas.
– Não manusear lagartas peludas ou espinhudas com a mão.
– Olhar antes encostar em galhos ou troncos.
– Lavar as mãos após manusear lagartas e sapos.
– Não permitir que a secreção cutânea de sapos entre em contato com os olhos, lábios ou seja ingerida acidentalmente.

Abelhas, vespas e formigas

Apesar da sua agressividade e da dor da sua ferroada, abelhas e vespas costumam ser menosprezadas pelos fóbicos à selva. Ser picado por uma abelha ou uma vespa ou formiga em geral causa dor, inchaço, e incômodo, podendo dar um pouco de febre. Podem, ser perigosos para pessoas alérgicas. Mas incidentes não são comuns. Além de a pessoas alérgicas, oferecem perigo quando o acidente envolve um número grande de picadas. Na zona rural é comum acidentes fatais por picadas maciças de abelhas. Somente algumas espécies de abelhas, vespas e de formigas ferroam e destas, apenas algumas causam dor intensa e podem ser perigosas.

Aqui vão alguns exemplos:

Marimbondo cavalo (Polistes) – O típico marimbondão preto pode se tornar agressivo perto do ninho. Sua ferroada é muito dolorida e pode inchar. Pode ser perigosa se tomada na cabeça ou pescoço, devendo ser tratada imediatamente.

Caba tatu – Marimbondo branco grande, típico da região amazônica, comum a noite, tem a ferroada muito dolorida. Cuidados e sintomas semelhantes ao marimbondo cavalo.

Abelha – Atualmente estão muito agressivas em quase todo o Brasil após a sua africanização, podendo ferroar se perturbadas ou próximo ao ninho. Sua picada não dói muito, mas pode ser perigoso tomar várias picadas ao mesmo tempo. Em geral, tomar uma picada estimula outras abelhas a fazer o mesmo sem serem perturbadas.

Mamangava – Abelha nativa grande e preta, em geral não é agressiva. Se perturbada em excesso ou apertada pode ferroar. A dor é forte e intensa.

Tucandeira – Conhecida como bullet ant, diz-se que sua ferroada parece um tiro. Acredita-se ser a picada de inseto mais dolorida que exista. Ocorre na Amazônia e não é agressiva, desde que não seja esmagada ou capturada com a mão.

Cuidados extras:

– Não aproximar ou mexer em ninhos de abelhas ou vespas, especialmente se os animais estiverem agitados;
– Não fazer movimentos bruscos perto de abelhas, vespas ou seus ninhos;
– Não manipular estes animais;
– Se for ferroado na cabeça e no pescoço procurar ajuda médica. O inchaço pode obstruir a garganta;
– Se ferroado, verificar se não está tendo alguma reação alérgica. Tendo alergia, procurar um médico. Quem tem alguma alergia pode pedir ao seu médico lhe receitar anti-alérgicos para serem levados consigo.

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10 Responses to Perigos da Selva. ” De que se proteger “?

  1. Emerson says:

    Meu amigo eu ando de moto proximo a um rio onde ha um numero muito grande de capivaras , tem incidencias de onças pardas e amarelas passo pro esse local durante a noite varias vezes porem de moto existe alguma chance de ser atacado por umas dessas especies. agradeço se puder me responder .eafmj@bol.com.br
    .

    • omilitante says:

      Caro amigo sua pergunta e muito boa e a resposta é, sim existe uma remota possibilidade de um destes animais te atacarem o que acontece e que esses animais acatam só quando acuados ou com filhotes, esses animais não são apreciadores de carne humana, o ataque é sempre por defesa você diz que sempre passa de moto o barulho da mesma amedronta estes animais que são muito ariscos, as onças em geral preferem animais de médio para pequeno porte pois são presas fáceis e suculentas eu tenho um ditado que 1 (um) homem prevenido vale por vários homens loucos, para dar segurança você poderia andar com uma tonfa, ou uma pequena arme de choque, em ultimo caso mais extremo uma arma de baixo calibre ou arma branca como facas materiais perfucortantes.

      Obrigado pela pergunta, qualquer dúvida estou a disposição que o bom Deus te abençoe.

  2. aline valeta says:

    se puder me responder o mais rapido pussivel agradeco. amanha nois iremos para brasilandia mt . la na reserva dos indios ah muita guaivira nos buscamos todo ano .. o ano passado nos encontramos varias pegada de onsa junto ha de putro animal como de tivesse acontecido o aumoco ali. e ha tambem o queixada conhecido como porco do mato ali. mesmo assim amanha meus pais querem ir. estou com medo de encontrar uma cara a cara. por favor me ajude. como me protejo? o que eu faco pra eles nao me atacar? socorro!! se puder me responder ate amanha antes da 13 horas agradeco demais
    ……

    • omilitante says:

      Olá amigo olha, o que sei sobre ataque de onças ou felinos de grande porte relaciona ao que diz a literatura a proteção pode ser feita por cães eles devem acompanhar os integrantes na picada da mata, outro re curso é o uso de arma de fogo quando avistados tiros de espanto devem ser efetuados se ele ameaçar ataque deve abater o animal, normalmente esses animais só são agressivos quando estão acuados ou com cria mas não vamos pagar para ver de toda maneira é aconselhável um guia experiente para informar sobre o local e utilizar se possível alguma das alternativas acima que relatei se nada disso for possível aconselho você portar uma faca com lamina de 15 a 20 cm e se algo acontecer faça perfuração na área do pescoço normalmente é fatal.
      Mas é bom ficar atento e curtir o passeio.

  3. a minha duvida é com relação as abelhas que visitam o rancho que esta localizado em area de mata atlantica fechada outro dia sobre a lona observamos um grande numero delas tive medo da colmeia ser por ali por perto ou se tratar de um enxame de ramada ficamos muito preocupado se poder da uma esclarecida ai pra gente nossa expedição E.M.A agrade abraços alan

    • omilitante says:

      Olá Alan sua dúvida é bem legal criei abelhas por algum tempo aqui no interior de Minas e elas são incríveis, o que posso dizer é que as abelhas constantemente dividem suas colméias pelo caso de terem mais de uma rainha isso gera migração, também migram por locais adequados para formar uma nova colméia, migram em fuga de predadores vespas ou formigas doceiras, ou porque aquele local em que você estava é perto de uma fonte de alimento possível também que o odor a química as atraiu para o local, mas é fácil espantar todo tipo de insetos é só você fazer uma pequena fogueira no local mais especificamente no centro do acampamento a fumaça irá espantar os insetos.
      E por favor amigo tome cuidado com ataques de abelhas existe pessoas super sensíveis. Boa sorte e aproveite.

  4. Victor Cosi says:

    Olá amigo,

    Gostaria de saber se você por a caso possui algumas dicas para alguém que vai fazer uma trilha na serra do mar no litoral norte de SP, considerando que sou um iniciante e que pretendo fazer esta trilha sem nenhum tipo de guia (porem estarei com mais 2 pessoas e bem equipado).

    • omilitante says:

      Victor o que posso te indicar é cautela nas trilhas ande sempre sempre nas trilhas evite sair das mesmas acompanhe a previsão do tempo para a região se poder tenha em mãos um gps mapas de caminhos e rotas o ideal é um prévio estudo do local, equipamentos corriqueiros como barraca, kit de primeiros socorros, água em abundância, faca de selva, fogo, alimentos rápidos e não perecíveis e avise seu parentes onde pretende ir e número de dias que pretende ficar fora e tenha um bom proveito tome cuidado e nunca separe de seu amigos.

      • Victor Cosi says:

        Você acha que a noite, em uma altitude de no maximo 500m de altura faça frio durante a noite? Existem reais riscos de predadores ou sapos toxicos?

  5. Felipe says:

    Fala doutor !! Belissimo topico !!

    Sanou diversas dúvidas a respeitos de perigos de animais

    Gostaria de compartilhar uma dúvida, tenho vontade de acampar selva a dentro, moramos no abc paulista, e temos facil acesso a Serra do Mar – Litoral de SP.

    Sâo kms de mata fechada, com trilhas para algumas cachoeiras, trilhas para descer a serra até santos/cubatão e por ai vai !!

    Porem sempre ouvimos boatos, de pessoas que são roubadas em algumas trilhas, tanto no riacho, como em paranapiacaba, e ouvi casos até de DESOVA..

    Inicialmente minha ideia era entrar mata a dentro, sair das trilhas, avançar na mata fechada por um periodo sem marcar o territorio, e posteriormente abrir uma picada até um local agradavel.

    Gostaria de saber sua opnião sobre isso, há chances de aparecer alguem no meio do nada?
    Existes viajantes que vagão em mata fechada?

    Quantos metros deveriamos entrar selva a dentro, para não ter chances de nos encontrarem

    Desculpe a quantidade de perguntas, é que realmente vc entende do assunto, e qualquer comentario já seria de grande valia

    Abraços e good selva!

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