Como se portar em manifestações, OBRIGATÓRIO.

Segue Endereço OFICIAL com as informações.

http://sossolteiros.virgula.uol.com.br/manual-completo-de-como-se-portar-em-manifestacoes/

Manual Completo de como se portar em manifestações

TUDO que você precisa saber sobre manifestação e tinha preguiça de procurar. Alguém fez essa compilação completíssima, não sei quem foi, mas agradeço. REPASSEM:

1 – Como protestar e ajudar de casa

2 – Como se comportar no protesto

3 – Orientacões Jurídicas

4 – Evento Oficial e contato com a Coordenação

5 – Material e Suporte Técnico

6 – Como lidar com gás lacrimogêneo e bombas

7 – Primeiros Socorros (pré-durante-pós)

8 – Eventos no Brasil.

9 – Eventos no Mundo.

10 – Ajuda internacional

12 – Sobre

13 – Máscara

5 MANEIRA DE AJUDAR SEM SAIR DE CASA!

1. Abra seu Wi-Fi

Se você mora ou trabalha perto das áreas de manifestação libere o sinal do seu Wi-Fi. Com mais conexão os protestantes são capaz de informar melhor e subir seus registros e trocar mensagens.

2. Bandeira branca na janela

Coloque uma bandeira branca na sua janela e participe do movimento VEM PRA JANELA  que dá mostra o apoio das pessoas dentro de casa aqueles na rua – lutando.

3. Proteja os manifestantes

Separe alguns panos com vinagre e garrafinhas de água, e converse com seu porteiro para abrigar gente fugindo dos protestos se a violência começar. PMs agrediram diversas pessoas tentando fugir da confusão encurralados na porta de prédios – a grande maioria presente não tem interesse em participar de violência. Proteja-os se puder.

4. Registre tudo que ouve e vê

Sendo uma peça presente, registre seus arredores e participe da troca de informações sobre os protestos. Utilize as tags do evento e informe seus contatos de tudo que está acontecendo – sua presença virtual é tão importante quanto sua presença física.

5. Compartilhar é participar!

Diversas informações podem ser cruciais na hora de ajudar quem esta nas ruas. Durante o protesto do dia 13, os manifestantes souberam com alguma antecedência sobre a presença do batalhão de choque da polícia escondido, e puderam tentar minimizar a os ataques. Também foi através da internet e facebook que informações sobre pontos de suporte médico chegaram as ruas. Esteja preparando com todo seu poder de cidadão da internet pra ajudar!

15 DICAS PARA QUEM VAI AS RUAS PROTESTAR

1. Use roupas impermeáveis

Se você tiver casacos ou peças impermeáveis em casa, eles são perfeitos contra o famoso gás lacrimogêneo. O algodão absorve o gás e os químicos ficam em contato com a pele por mais tempo.

2. Tome Banho

Sim, vá para a manifestação bem limpinho. Isso porque a oleosidade da pele também ajuda a fixar o gás lacrimogêneo.

3. Não fotografe o rosto dos líderes manifestantes

Os organizadores do movimento pedem que fotógrafos e jornalistas não ajudem a polícia a identificar membros dos protestos. Essas pessoas, após identificadas, podem ser perseguidas ou presas injustamente.

4. Cinegrafista, mantenha distância!

A cobertura da mídia tradicional brasileira está deslegitimando o processo e dando importância apenas a cenas de violência. Se você tem uma câmera, faça imagens do que realmente está acontecendo. Mas proteja-se em um lugar tranquilo e longe da confusão. No meio do protesto, você corre o risco de ser reprimido pela Polícia Militar.

5. Ande em grupo

Vídeos postados nas redes sociais mostraram grupos de policiais espancando pessoas que estavam sozinhas. O melhor é estar sempre acompanhado por um grupo.

6. Óculos de Natação

O óculos é barato – pode ser encontrado por R$ 2 em lojas de artigos esportivos – e protege os seus olhos do gás lacrimogêneo. Não use lentes de contato! Elas retêm o gás nos seus olhos.

7. Máscara de Pintor

Esta é mais uma opção barata para se proteger contra o gás lacrimogêneo. Bandanas e lenços também ajudam. Acrescente vinagre diluído em água e, se puder, leve um Cebion para colocar na boca.

8. Nunca esfregue os olhos!

Para desinfetá-los contra o gás, vire a cabeça lateralmente, jogue água corrente e deixe-a escorrer do olho para fora, em um olho de cada vez. A amônia corta o efeito do gás lacrimogêneo – vinagre contém amônia (misture meio litro de vinagre em meio litro de água pra lavar o rosto) ou Cebion.

9. Sapatos confortáveis

No último ato, foram 5 horas de caminhada. Vá preparado.

10. Se você não for participar, evite a região onde o ato vai acontecer

Você não precisa ser contra nem a favor. Se não vai participar, o melhor é evitar a região do protesto. A população está saindo nas ruas para reivindicar um direito básico. Não seja o chato que reclama porque chegou 2 horas mais tarde em casa. O ato em São Paulo acontece na próxima segunda-feira 17.

11. Registre os abusos

Diversos casos de violência e abusos só vieram a tona por que haviam registros feitos por telefones e câmeras. Utilizem as armas que vocês tem para gravar todo tipo de violência e excessos.

12. Informe e esteja informado

Mantenha seu círculo de contatos atualizado do que está acontecendo com você, em caso de ser preso ou estar machucado, alguém pode ir ao seu encontro e te ajudar. Caso você precise o momenti Habeas Corpus tem uma legião de advogados prontos pra defender seus direitos civis

13. Descubra quais os pontos de apoio

Durante o último evento a Matilha Cultural prestou suporte médico aos manifestantes. Procure se informar onde estão os novos pontos de apoio, isso pode salvar a vida de alguém.

14. Seja pacífico.

Lute mas não recorra a violência. Se houverem manifestações de violência, filme e reporte. Se afaste dos ambientes onde está acontecendo combate, depredações e conflito. Essas ações invalidam e deturpam o valor da manifestação. No lugar disso, leve seu cartaz e prepara a voz pra gritar. Em caso de agressão policial com balas de borracha, deite no chão.

15. Leve seu vinagre.

Por que (ainda) não é crime.

ORIENTAÇÕES JURÍDICAS PARA QUEM FOR NA MANIFESTAÇÃO

1. A polícia PODE te deter, por alguns minutos, para “averiguação”. Ou seja, para verificar se você está carregando bombas, armas, drogas, etc. A polícia NÃO PODE te prender para averiguação, te jogar em um camburão, e te levar para a delegacia;

2. Se você for pego cometendo algum crime (independente das razões para isso), você poderá ser preso. Se você estiver portando drogas, bombas, armas, ou estiver depredando o patrimônio público, a polícia PODE te prender e te levar para a delegacia;

3. Você tem o direito de permanecer calado diante de qualquer pergunta, de qualquer autoridade. Você também tem direito, na delegacia, de contar com o auxílio de um advogado. Se você for preso, levado para a delegacia, e quiserem tomar o seu depoimento, EXIJA um advogado presente. Se não permitirem a presença de um, dê como declaração o seguinte: “PERMANECEREI EM SILÊNCIO, PORQUE ME FOI NEGADO O DIREITO DE TER UM ADVOGADO ACOMPANHANDO ESTE ATO”. Isso tem que ficar documentado no papel. Se o delegado ou o agente da polícia civil se negar a colocar isso no papel, NÃO ASSINE NADA!

4. Na delegacia, LEIA TUDO ANTES DE ASSINAR! Se o que estiver escrito não for a realidade, ou se você não disse alguma coisa que está escrita, NÃO ASSINE;

5. Se você for preso, não adianta discutir com o policial. Não reaja. Anote o nome de todos. Grave-os na sua memória. Se você vir alguém sendo preso, FILME! E, se souber o nome de quem está sendo preso, colete outros nomes ao redor, com telefone para contato, que poderão no futuro servir de testemunhas. Após, entre em contato com a pessoa que foi presa e repasse as informações.

6. Qualquer revista da polícia, em você ou em mochilas, DEVE SER FEITA NA PRESENÇA DE TODOS. A polícia NÃO PODE pegar a sua mochila e ir verificá-la longe dos olhos de todos.

7. Se você estiver machucado, EXIJA ATENDIMENTO MÉDICO IMEDIATO, mesmo antes de ir para a delegacia. A sua saúde deve ser mais importante do que a sua prisão.

8. Alguém foi preso ou está precisando de auxílio de algum advogado, entre em contato pela página “Habeas Corpus Movimento Passe Livre Manifestação 17/6”. Já somos mais de 4000 dispostos a te ajudar, gratuitamente.

9. E o mais importante: viu alguém sofrendo qualquer tipo de abuso? FILME! A polícia levou a mochila para revistar, sem o acompanhamento de ninguém? FILME! Viu alguém sendo preso por portar coisas legais, como vinagre ou máscaras, FILME! Anote o nome dos policiais que abusarem. Se ele não estiver portando alguma identificação, TIRE UMA FOTO! Com esses dados é possível a responsabilização do Estado e do policial que cometer os abusos.

SOBRE GÁS LACRIMOGÊNEO E BOMBAS DE EFEITO MORAL

QUEM DEVERIA EVITAR O SPRAY: aqueles com asma, problemas respiratórios ou infecciosos; mulheres grávidas; mulheres que pretendem engravidar; qualquer pessoa doente ou com um sístema imunológico baixo; infecção nos olhos; quem usa lentes de contato; crianças.

PREOCUPAÇÕES QUE DEVEM SER RELACIONADAS AO SPRAY: já que o spray de pimenta deve ser jogado de uma distância curta, a policia poderá tentar remover seus óculos de proteção ou sua máscara.

A reação aos químicos será beneficiada se houver alguma irritação na pele, como ACNE ou ECZEMA severa.

As LENTES DE CONTATO prendem os gazes irritantes e os componentes químicos, podendo aumentar os danos e as irritações causados por eles. Consiga óculos de grau e avise aos outros para não usar lentes de contatos.

ASMÁTICOS deverão trazer a suas bombinhas.

A primeira e mais importante coisa que deve ser lembrada é: RELAXE! Se você estiver tranquilo, tiver suplementos necessários e conhecimento, não irá precisar de assistência médica. Medo e confusão pioram tudo.

PRIMEIROS SOCORROS EM CASO DE VIOLÊNCIA

NÃO USE brincos, piercings, colares, gravatas, etc.

VISTA-SE DE ACORDO COM A TEMPERATURA: quanto mais você cobrir o seu corpo, mais você estará protegido. Casacos de chuva ou tecidos à prova d’água, lavados com sabão neutro, não irão absorver os químicos (ao contrário do cotton ou algodão). Cubra pulsos, tornozelos e pescoço.

POR FAVOR, TENHA CERTEZA DE QUE O SEU GRUPO DE AFINIDADE E A EQUIPE DE AJUDA LEGAL SAIBAM DE SUAS NECESSIDADES, PARA QUE POSSAM AJUDÁ-LO E ORIENTÁ-LO. Isso significa ter alguém ao lado consciente de alguma condição médica sua preparado para te dar apoio.

CUBRA TAMBÉM OS CABELOS com algo que seja à prova d’água: sacola plástica, touca de banho, capacete, etc.Use tênis ou botas confortáveis, que sirvam para correr. Leve calça e blusa extras, guardados na mochila, para você trocar as roupas contaminadas.

BANDANAS encharcadas em vinagre substituem a máscara de gás aliviando a garganta e o nariz. Mantenha-na guardada numa sacola plástica com zíper.

LANCHES ENERGÉTICOS:

Leve, tanto faz se em líquido ou barras (lembre-se que você vai ficar o dia todo na rua).

O QUE VOCÊ NÃO DEVE PASSAR NA PELE:

Vaselina, detergente, hidratantes, maquilagem, protetor solar que contém óleo, ou qualquer coisa ácida irá causar reações fortes. Não use vaselina ou óleo de mamona como proteção!!!

PRIMEIROS SOCORROS DURANTE A AÇÃO

Fique calmo e concentrado.

Quando o seu corpo aquece (por correr ou devido ao pânico), a irritação por spray de pimenta poderá aumentar. A principal razão disto acontecer é porque os seus poros irão abrir, permitindo a maior absorção dos químicos.

Fuja para um local seguro com ar puro, onde pessoas que não foram expostas poderão ajudá-lo ou garantir a sua segurança enquanto você se cuida.

Rosto em direção ao vento, olhos abertos, levante os braços e caminhe, permitindo que o ar puro te descontamine. Respire profundo e devagar.

Não toque seus olhos ou rosto, porque você poderá se recontaminar.

Assopre o nariz e cuspa, isto ajudará a eliminar os químicos.

Se sua pele estiver molhada de spray de pimenta, limpe-a com roupa que não foi contaminada. Se você espalhar o óleo químico pela pele, aumentará a dor.

Antes de tratar alguém, peça-lhe permissão! Então explique para ele (a) o que você fará, antes de fazê-lo.

Use luvas limpas (evita contaminação das duas partes) e proteção para os olhos, para não acabar impossibilitado de ajudar os outros e precisar, também, de tratamento.

Logo depois da contaminação, você pode passar algum óleo mineral e em seguida um algodão com álcool na pele contaminada. Isto irá aliviar a dor (esle procedimento só funciona se for feito logo após a contaminação).

Molhe a região dos olhos que foi contaminada espirrando a água em direção ao chão. Desta forma, ela não irá contaminar a pele limpa, roupas ou cabelos.

GUARDE AS ROUPAS CONTAMINADAS EM UMA SACOLA.

PRIMEIROS SOCORROS DEPOIS DA AÇÃO

Se descontamine com um banho frio. Isto mantém os poros fechados prevenindo que os químicos entrem pela pele.

Coloque a roupa contaminada para arejar.

Fique sabendo que, se você entrar em uma sala com roupas, cabelo e pele contaminados por químicos, você irá contaminar toda a sala.

Um lugar contaminado pode ficar com um mal cheiro forte por semanas.

Se possivel, troque de roupa antes de entrar em locais fechados.

Coloque as roupas contaminadas numa sacola e tire todo o ar. Lacre, para que os gazes se difundam lentamente. Se você quiser a suas roupas de volte, marque a sacola com um nome.

PEQUENOS SANGRAMENTOS

NASAL – inclinar (abaixar) a cabeça para frentte; pedir para a vítima cuspir todo o sangue da boca e respirar pela boca; fazer pinçamento do nariz, logo abaixo do osso, na cartilagem, por 10 min; soltar devagar. Se continuar sangrando, enfie um pedaço de algodão ou pano no nariz e continue o pinçamento por mais 10 min.

CORTES – expor o ferimento; fazer compressão direta sobre a hemorragia; com um pano limpo comprimir em cima do ferimento elevá-lo ao nível do coração; quando o pano estiver cheio de sangue, colocar outro por cima.

VASO EXPOSTO – fazer o pinçamento dos vasos.

OBJETO TRANSFIXADO – mantê-lo fixo colocando algum pano em volta; colocar um objeto leve tamando o que está transfixado; prender com uma fita; pôr um pano em cima e prender com uma faixa.

FERIMENTOS GRAVES – providenciar socorro médico e hospitalar.

Táticas de Guerra.

WIKIPÉDIA

http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1ctica_militar

Tática militar (grego: Taktikē, a arte de organizar um exército) é um nome coletivo para métodos de atacar e se defender de um inimigo em batalha. Mudanças na filosofia e na tecnologia ao longo do tempo têm se refletido em mudanças nas táticas militares.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:T%C3%A1cticas_militares

Segue Link acima do Wikipédia com todas táticas militares disponíveis.

Artigo bem completo, lembrando que meu interesse e somente divulgar os conteúdos já existentes e reunir em um só local.

http://simfg.weebly.com/uploads/1/0/0/5/10056149/manual_de_tticas_de_guerra_em_favelas_cariocas_-_seseg.pdf

Segue apostila em PDF bem legal.

Manual de explosivos atualizado com medidas e proporções adequadas.

Não nos responsabilizamos por DANOS ALHEIOS.

Toda e qualquer utilização deste manual fora do conteúdo didático e considerado crime.

Segue ai galera link com manual completo e bem inovador feito por especialista no campo químico militar.

http://www.midiaindependente.org/media/2009/06/448566.pdf

Tipos de armas branca.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Arma_branca

Designa-se arma branca um objeto que possa ser utilizado agressivamente, para defesa ou ataque, mas cuja utilização normal é outra, geralmente para trabalho. Machados, facas e martelos são armas brancas; já outras armas como pistolas e rifles, por exemplo, não se incluem nessa categoria, pois a sua finalidade primária é ferir um oponente.

As armas brancas se classificam em sete espécies: as cortantes; as perfurantes; as perfurocortantes; as contundentes, as cortocontundentes, as perfurocontundentes e as perfurocortocontundentes.

As armas brancas cortantes são os instrumentos que se caracterizam por uma borda delgada, denominada gume ou corte, afiada o bastante para seccionar tecidos por meio de uma pressão deslizante, que provocará maior talho à medida que a lâmina se desloca. Os exemplos clássicos são a gilete, o cutelo, e a navalha de barbeiro.

As perfurantes são os instrumentos terminados em ponta aguda, de secção circular ou poligonal. Servem para perfurar, não produzindo corte. O florete e a agulha são os melhores exemplos.

As perfurocortantes são os objetos constituídos por uma lâmina que apresenta uma ponta e um ou mais gumes. São utilizadas para perfurar e cortar. Os melhores exemplos são a faca, a adaga e a katana.

As contundentes atuam pela pressão de choque, tirando partido do momento linear causado pela sua massa ao serem brandidas. O taco de beisebol, o martelo e o rolo de massa são exemplos de armas brancas contundentes.

As cortocontundentes são as peças que atuam cortando, mas que por conta também de sua massa, acabam igualmente exercendo um efeito contundente ou esmagador sobre os tecidos atingidos. O machado e a foice são bons exemplos para ilustrar a definição.

As perfurocontundentes provocam perfuração, e dada a sua massa, podem fraturar o alvo. Exemplos disso são a picareta, a forquilha e o arpão.

As perfurocortocontundentes podem cortar, perfurar e fraturar o alvo. Um exemplo desse tipo de arma branca é o facão de selva.

Arma de corte

  • Adaga
  • Canivete
  • Estilete
  • Espada
  • Faca
  • Katar
    • Faca de mergulho
  • Lança
    • Pique
    • Azagaia
    • Tridente
    • Pilo
    • Yari
    • Sarissa
    • Alabarda
    • Dardo
    • Hasta
    • Naginata
    • Dory
  • Lança larga
  • Florete
  • Katana
  • Kunai
  • Machado
  • Navalha
  • Punhal
  • Sabre

Arma sem corte

  • Bastão
  • Bastão de combate
  • Algumas variações do Bumerangue (nem todos são de arremesso)
  • Chicote
  • Chúi
  • Eku
  • Gun
  • Hanbo
  • Jitte
  • Kubotan
  • Lathi
  • Maça
  • Martelo de guerra
  • Bec de corbin (também de corte)
  • Morning star
  • OttaOtta
  • Porrete
  • Shareeravadi
  • Shillelagh
  • Taiaha
  • Tambo
  • Tewhatewha
  • Tonfa
  • Waddy

Armas de haste

  • Lucerne hammer

Mãos

  • Soco inglês
  • Yawara
  • kubotan

Armas de arremesso

  • Arco e Flecha
  • Zarabatana
  • Besta
  • Baioneta

Equipamentos utilizados por soldados.

Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-equipamentos-um-soldado-carrega

Guerra portátil Fuzileiros americanos levam 30 kg de pura tecnologia bélica

CAPACETE

Os militares americanos usam na atualidade quatro modelos diferentes de capacete, todos feitos com várias camadas de kevlar. Desde de 2004, os fuzileiros recebem um modelo resistente a projéteis de 9 mm

BOLSA PARA REMÉDIOS

Aqui vão medicamentos de extrema urgência, incluindo poderosos anestésicos injetáveis – a maioria dos outros apetrechos para primeiros socorros vai com o paramédico que acompanha cada patrulha

PISTOLA

As forças americanas usam dois modelos de armas para combates mais próximos. Parte dos fuzileiros usa a pistola semi-automática Colt M1911 calibre 45, com alcance de 60 m. Outros usam a pistola Beretta 92S-1, com alcance de 50 m e 1 kg de peso, como a Colt

MEIAS

Manter os pés secos e limpos é indispensável para evitar micoses e feridas que impeçam o soldado de caminhar. Por isso, três pares de meias são incluídos na bagagem, sendo trocados uma vez ao dia e lavados com regularidade

COLETE

Feito de kevlar, uma fibra sintética ultra-resistente, é capaz de deter o impacto direto de um projétil de 9 mm, calibre da maioria das submetralhadoras e pistolas militares usadas pelos exércitos

FUZIL

A arma básica é o fuzil de assalto M-16. Desenhado em 1957, tem calibre 5,56 mm, alcance de 550 m, pesa em torno de 3 kg, é feito de plástico e liga de alumínio. Os modelos mais recentes podem receber um lançador de granadas montado sob o cano

FACA

Usada para cortar fios e cabos, pode ser adaptada ao cano do fuzil M-16, além de servir como punhal de combate, faca de campo e até como serra. A lâmina tem mais de 20 cm e a arma é usada em conjunto com outros modelos mais antigos de baioneta

MUNIÇÃO PARA MORTEIRO

Transportada junto com rádios e agasalhos na mochila maior, que resiste a cargas de quase 60 kg. Morteiros são armas simples, feitas apenas de uma base de metal e um cano que dispara projéteis explosivos capazes de espalhar estilhaços por grandes áreas

BOLSA PARA ÁGUA

Inicialmente usada por ciclistas de competição, a chamada camelbak é transportada nas costas, armazena quase 5 litros e tem um caninho plástico até a boca do soldado, que agora leva apenas um cantil na cintura – usado geralmente para reabastecer a camelbak

PONCHO

Feito de tecido impermeável camuflado, é usado sob chuva, como agasalho leve ou abrigo para dormir à noite. Suas aberturas laterais permitem que o soldado faça movimentos bruscos e rápidos e possa manejar armas com facilidade

BOLSAS PARA MUNIÇÃO

Munição nunca é demais. Por isso as bolsas no suspensório de um fuzileiro são desenhadas com capacidade para pelo menos três magazines de 30 cartuchos para fuzil M-16 ou dois magazines de 20 tiros para carabina M-4 ou ainda quatro pentes de munição para pistola

KIT LIMPA-ARMA

Usado para limpar e lubrificar fuzis, pistolas, submetralhadoras e carabinas – armas que podem emperrar por causa de poeira e umidade. Contém óleo mineral, grafite, flanela e escovinha para retirar resíduos de pólvora do cano

CHEM LIGHT

Do inglês “luz química”, são pequenos tubos plásticos (em torno de 15 cm de comprimento) que ao ser agitados produzem uma reação química, gerando luz de baixa intensidade em diversas cores para sinalização ou iluminação de emergência

TOLDO

Feito de plástico ou tecido impermeável em padrões variados de camuflagem (para selva, deserto ou neve), é usado como abrigo contra o sol e a chuva, além de servir para montar barracas e macas improvisadas

Dados Técnicos e infomações de Pesca.

Informações variadas sobre pesca completa.

Tipos de nós e suas resistências.

Dias de Pesca mediante as luas e seus efeitos.

INFLUÊNCIA DA LUA NA PESCA

LUA NOVA – 1º dia Muito bom até às 08h 00
LUA NOVA – 2º dia Muito bom até às 08h 00
LUA NOVA – 3º dia Muito bom até às 14h 00
LUA NOVA – 4º dia Muito bom até às 15h 00
LUA NOVA – 5º dia Muito Bom até às 15h 00
LUA NOVA –  6º dia Mau
LUA NOVA – 7º dia Razoável das 10h às 15h
QUARTO CRESCENTE – 1º dia Bom de manhã  Sofrível à tarde
QUARTO CRESCENTE – 2º dia Bom de manhã  Razoável à tarde
QUARTO CRESCENTE – 3º dia Sofrível
QUARTO CRESCENTE – 4º dia Sofrível
QUARTO CRESCENTE – 5º dia Sofrível
QUARTO CRESCENTE – 6º dia Muito bom das 14h 00 até à noite
QUARTO CRESCENTE – 7º dia Razoável todo o dia
LUA CHEIA – 1º dia Sofrível todo o dia
LUA CHEIA – 2º dia Mau todo o dia
LUA CHEIA – 3º dia Muito mau todo o dia
LUA CHEIA – 4º dia Razoável todo o dia
LUA CHEIA – 5º dia Bom de manhã – sofrível à tarde
LUA CHEIA – 6º dia Bom de manhã – sofrível à tarde
LUA CHEIA – 7º dia Razoável todo o dia
QUARTO MINGUANTE 1º dia Bom depois das 13h 00
QUARTO MINGUANTE 2º dia Razoável à tarde
QUARTO MINGUANTE 3º dia Bom depois das 15h 00
QUARTO MINGUANTE 4º dia Sofrível depois das 16h 00
QUARTO MINGUANTE 5º dia Bom à tarde
QUARTO MINGUANTE 6º dia Razoável à tarde
QUARTO MINGUANTE 7º dia Razoável à tarde

Água doce

ESPÉCIE

ÉPOCA

ISCAS

ANZOL

Acará Ano todo Minhoca, bichinho, macarrão 12/16
Bagre Ano todo Minhoca, fígado, lambari 12a 2
Carpa Verão Massa, minhoca 8a 2
Chimboré Verão Minhoca, milho verde 10-14
Curimbatá Verão Massa 10-12
Dourado Verão Colher, tuvira, lambari, rã 1/0-4/0
Lambari Ano todo Minhoca, massa, queijo, siri, bichinho 14-18
Jaú Ano todo Minhocuçu, miúdos de frango, peixe 5/0-10/0
Mandiúva Ano todo Minhoca, lambari 8 a 2
Pacú Verão Massa, milho cozido, mandioca 1/0-4/0
Pintado Ano todo Minhocuçu, peixe, rã 3/0-7/0
Piracanjuba Verão Lambari, massa, mandioca, milho verde 6-2
Pirambeba Ano todo Minhoca, fígado 8-4
Surubim Ano todo Minhoca, rã, minhocuçu 3/0-7/0
Tilápia Ano todo Minhoca, milho verde, capim, bichinho. 10-16

Água salgada

ESPÉCIE

ÉPOCA

ISCAS

ANZOL

Anchova Verão Sardinha 2 a 1/0
Bagre Ano todo Sardinha, camarão, lula 12a 2/0
Cação Verão Sardinha, cavalinha 2/0a 7/0
Caranha Verão Sardinha 1/0 a 7/0
Cavala Ano todo Artificial, colher 2 a 3/0
Corcoroca Ano todo Camarão, sardinha mariscos 8 a 12
Corvina Ano todo Tatuí, camarão 8 a 1/0
Espada Ano todo Sardinha 1/0 a 3/0
Gualhudo Verão Camarão, sarnambi 10 a 14
Garoupa Ano todo Sardinha 1/0 a 6/0
Linguado Ano todo Camarão 8 a 12
Arraia Ano todo Sardinha, camarão 1/0 a 5/0
Pampo Verão Camarão, sarnambi, tatuí 6 a 1/0
Pescadinha Ano todo Camarão, tatuí 8 a 2
Robalo Verão Camarão 8 a 2/0
Sargo Ano todo Caranguejo, mariscos 2 a 1/0
Sernambiquara Ano todo Camarão, tatuí, sarnambi 1/0 a 3/0
Xaréo Ano todo Sardinha, camarão 1/0 a 3/0

TIPOS DE LINHAS

DIÂMETRO

DA LINHA

RESISTÊNCIA

(Em média)

Mm

Kg

Lb

0,20

2,7

6

0,25

4,2

8

0,30

5,3

12

0,35

6,8

15

0,40

9,1

20

0,45

11,6

25

O,50

15,0

32

0,60

19,9

42

Fonte: Pesca Brasil.

Tipos de varas.

Fonte: http://www.brasilpescarias.com.br/equipamentos/3/varas.aspx

O aparecimento das varas de pesca resultou da necessidade de ampliar o raio de ação do braço do pescador.

A princípio, qualquer pedaço de madeira razoavelmente reto era utilizado, o bambu, por ser oco, flexível e reto, logo entrou em uso, e é até utilizado em grande escala em todo o mundo.

Por volta do séc. XVIII, surgiram na Europa varas de pesca de madeira sólida feitas com uma ou mais seções. As madeiras mais usadas eram provenientes da América do Sul, lancewood e greenheart. Todavia, apesar de fortes, elas apresentam inconvenientes, como peso demasiado e tendência a empenamento.

Em 1801, Snart, em sua obra Pratical observations on angling in the river Trent (Observações práticas sobre a pesca no rio Trent), mencionou pela primeira vez a vara feita de lascas de bambu colada uma às outras (built cane).

Estas varas, depois confeccionadas com seis tiras de perfil hexagonal, estiveram em uso até 1948, quando o panorama da manufatura de varas de pesca sofreu radical mudança com a aparecimento da fibra de vidro. Impregnado de resina sintética, esse material substitui por completo as varas metálicas (aço, ligas de cobre etc.), muito usadas no período 1920- 1947, e, em grande parte, o bambu.

Imune ao calor, frio, apodrecimento, corrosão pela água salgada, umidade, esse material apresenta grande facilidade de recuperação da forma, mesmo depois de curvo durante muito tempo. Entretanto, as varas de built cane, delicado trabalho de artesanato, de preço elevado, continuam contando com a preferência dos especialistas de pesca com mosca.

Existe uma infinita variedade de varas à venda nas lojas especializadas que vão desde a tradicional vara de bambu até as produzidas a partir de fibras e mistura de fibras como as de carbono e grafite e outros materiais, como o kevlar, por exemplo, e estão cada dia mais leves e resistentes.

Quando for adquirir uma vara deve-se ter em mente o tipo de pescaria que costuma praticar, ou seja, o tamanho do peixe, se pesca embarcado, de barranco ou praia, se necessita executar arremessos longos, os tipos de iscas utilizadas, se usa molinete, carretilha ou nenhum dos dois etc.

Se costuma pescar de barranco em pequenos rios onde os peixes maiores (acima de 700g) são raridade, pode muito bem usar varas caipiras (de bambu) ou varas telescópicas lisas tomando apenas o cuidado de dimensionar a linha um pouco acima do recomendado.

Não sendo o caso, pode-se optar por varas equipadas com molinetes ou carretilhas. Algumas pessoas desconhecem mas existe uma diferença entre as varas recomendadas para molinetes e aquelas usadas para carretilhas.

Varas Telescópicas:

Escolher uma vara telescópica não é tarefa fácil. Mais difícil ainda é ser bem atendido quando um dos gomos ou a ponteira destas varas quebram. É claro que elas não entraram no mercado com o preço baixo que custam para durarem a vida toda, mas o mínimo que nós pescadores devemos exigir é a garantia do produto comprado. O critério do consumidor é que vai definir a qualidade dos materiais oferecidos, assim como a qualidade das lojas e do atendimento.

As varas telescópicas, como toda vara, devem ser leves e resistentes. Para chegar a alta leveza e resistência, existem vários fatores que devem ser analisados nas varas.

O peso das varas pode variar de acordo com o material de que ela é feita e espessura dos tubos, os materiais usados são carbono e fibra de vidro que podem ser puros ou misturados entre si em diversas proporções, são os chamados mix carbon.

As varas de carbono são super leves e bem rígidas, conseqüentemente, mais frágeis. São varas que exigem grande cuidado não só por serem mais fáceis de quebrar, mas também, por serem sempre muito caras. Caso você encontre uma vara telescópica que se diz feita de carbono com preços baixos, desconfie. Algumas varas possuem uma fina camada de carbono no fundo da vara para aparentar ser totalmente de carbono, mas se analisarmos o tubo todo verificaremos que são inteiras de fibra.

As varas de fibra de vidro são bem mais baratas que as de carbono, mas são um pouco mais pesadas e flexíveis, o que as torna mais resistentes a pancadas e envergaduras bruscas.

Já as varas de mix carbon que variam de 20% a 80%, possuem preços bons e a resistência das varas de fibra, dependendo da proporção da mistura podem ser até mais resistentes. O seu peso varia de acordo com a mistura do material com o qual são produzidas.

Tendo essas informações você pode escolher a vara ideal para cada tipo de pesca. Por exemplo, uma pescaria onde você precisa ficar o tempo todo com a vara na mão, vale a pena usar uma vara de carbono já se for utilizar suportes de vara, deve preferir varas de fibra ou de mix carbon que são mais resistentes e flexíveis.

Além do material, a espessura dos tubos também influencia no peso e na resistência da vara. Muitos fabricantes utilizam tubos super finos para baratear o custo e fazer uma vara super leve, mas ela se torna muito frágil. Imagine-se em uma pescaria capturando espécies de aproximadamente 0,5 kg e, de repente, você fisga uma corvina de bom porte ou uma anchova, que são peixes que dão um forte puxão quando fisgados. Com certeza, se você estiver utilizando uma dessas varas “baratas” ela não suportará e aí você perderá o peixe e a vara, porque, certamente, nenhuma vara desse tipo tem garantia alguma.
Antes de fechar as varas devemos sempre limpá-las com um pano úmido, pois qualquer tipo de sujeira que entrar entre os tubos pode riscar a pintura e até as fibras, prejudicando a sua resistência.

Muitas vezes, puxamos demais os gomos da vara e na hora de fechá-las eles não se soltam. Normalmente quando isso acontece, forçamos os tubos para fechá-los até quebrar um deles. Nesta situação devemos tirar a tampa do fundo da vara e colocá-la na posição vertical com o fundo para baixo em um lugar bem duro e liso, como um piso de pedra ou uma mesa de madeira, levantar o gomo preso e arremessá-lo contra o chão com toques secos até que se soltem. Se isso não resolver, jogue água quente entre os tubos e repita o processo, aí, com certeza, eles irão se soltar.

Varas de molinete:

Possui passadores maiores e instalados mais distantes uns dos outros, pois a linha sai pelo lado e espiralada e este tipo de montagem diminui o atrito com a linha evitando o desgaste. Não possui gatilho e a melhor posição de trabalho é mantendo o equipamento para baixo.

Varas de carretilha:

Como a linha sai pela frente e sem torcer, os passadores são menores e mais perto uns dos outros. Possui o gatilho pois a carretilha não tem a haste como no molinete e a posição mais adequada para trabalhar o equipamento é com a carretilha e passadores para cima e o gatilho para baixo.

Características:

Resistência:

A resistência de um caniço é medida internacionalmente em libras. Estas resistência é uma forma utilizada para medir e expressar a dureza de uma determinada ação.

Ação:

Indica o ponto em que a vara começa a vergar sob uma dada força. Desta forma podemos definir se o equipamento é de ação rápida, moderada ou lenta. Assim sendo caniços com a mesma resistência podem ter diferentes ações.

Poder ou força:

Essa referência determina a capacidade de forçada linha em que as varas suportam trabalhar os pesos de arremessos.

Capacidade de peso e resistência de linhas:

Essa referência determina a capacidade mínima e máxima da linha com que pode trabalhar. A mínima especifica qual a linha mais fraca que pode ser utilizada sem o risco de quebrar a vara. Por exemplo, em varas médias (médium), para linhas de 10 a 14 libras, não se deve colocar na carretilha ou molinete linhas abaixo de 10 libras (4,05kg). Isso corresponde aproximadamente às linhas de 0,30mm a 0,35mm.

As variações entre as medidas dos diâmetros (em frações de milímetros) e a libragem (em libras) se devem a produtos com a mesma espessura, mas resistências diferentes. Linhas mais resistentes que o máximo indicado na vara podem partir caso um peixe grande for fisgado. Para efeito de cálculos, uma libra (1libra) = 453,59 gramas. Para o exemplo acima, multiplica-se 14lbs x 0,45359kg = 6,3kg.

Escolha da sua vara de pesca:

Os fabricantes usam hoje diferentes matérias-primas para fazer varas. As ligas de carbono permitem que elas sejam cada vez mais leves e resistentes.

Todas as pesquisas para chegar a esses resultados são feitas para oferecer mais comodidade e menos esforço aos consumidores. Aqueles que pescam dias inteiros com equipamentos mais leves, percebem isto. Entretanto, além de proporcionar leveza, eles precisam garantir resistência para resistir às lutas com grandes peixes.

Depois das conhecidas varas de bambu, muitas vezes preparadas pelos próprios pescadores, surgiram as de fibra de vidro maciças, que oferecem resistência, mas não muita sensibilidade, além de serem pesadas. Em seguida, elas passaram a ser feitas ocas e, também, essa matéria-prima foi primeiro misturado a poliéster e, depois, ao carbono.
As mais modernas têm, na composição, tipos de carbono de alta tecnologia, denominados IM6, IM7, IM8, HM, etc. Os blanks são os corpos das varas e a maioria têm processo de fabricação extremamente técnicos e de precisão.

Melhor opção:

Com certeza, as varas são dos mais importantes componentes do equipamento e, combinados com linhas corretas, reduzem riscos de praticar o esporte. Quem já não passou pela difícil situação de encarar uma variedade de varas, de todos os tamanhos, libragens e materiais e, principalmente a variedade de preços em uma loja? Em geral, quanto mais caras, mais podem oferecer.
A leveza, o conforto e a resistência estão entre as principais vantagens. Entretanto, é incorreto acreditar que as baratas e comuns não oferecem bons resultados. Para quem usa iscas artificiais, porém, quanto mais leve for o conjunto, menos cansa. Como exemplo, em um só dia de pesca, pode-se arremessar mais de 600 vezes. Imagine isso com os pesados molinetes ou carretilhas, vara maciça e cabo de madeira?

O primeiro item a escolher no planejamento é a vara. Logo em seguida, vem a opção de linha (que tem de ser compatível). No passo seguinte, observe que, no ponto das varas próximo ao cabo onde se prende a carretilha ou molinete, marcações determinando a linha ideal. Caso a vara seja, por exemplo, uma que comporte linha de 12 a 20 libras, indica-se uma linha de 17 libras (7,7kg), com diâmetro aproximadamente 0,28mm.

Essa escolha dá maiores garantias de não forçar a vara. Nesse caso, a opção pode recair sobre uma linha de 20 libras, porém, no caso da linha de 17 libras, a vara abaixo do seu limite. Ao escolher uma linha com resistência menor do que a da vara, os perigos de quebrar recaem na linha, produto mais barato.

As varas são formadas pelos cabos (grips ou handles) e pelos corpos (blanks), os tubos principais. Os americanos denominam a ponta mais grossa dos blanks, os pés, de butt (traseiro) e outra extremidade do blank de tip (ponta). Os demais componentes chamam-se passadores ou guias (guide) e ponteiras (tip top).

Cada um dos diferentes tipos de cabo existentes foram desenvolvidos para pescarias diferentes ou acessórios agregados:

– Ultraleves (ultralights): são utilizados em varas da mesma categoria. Têm como principal características que o molinete se encaixa diretamente na cortiça através de dois deslizantes (sliding rings). Comprimento entre 8″ e 10″.

– Pistola (pistol grip): normalmente podem ser empunhados por uma só mão, sendo mais utilizados com iscas artificiais. Sua utilidade é muito relativa e seu peso maior que os outros tipos de comprimentos maiores. Não permitem bom balanceamento da vara e ergonomicamente não é funcional. As indústrias de varas o estão desatualizando gradativamente.

Retos (tigger): Variam de comprimento entre 7″e 15″ e os melhores são anatomicamente preparados. Atualmente são os tipos mais utilizados pelas indústrias, em dimensões e materiais variados. Dividem-se em leves e médios (light e medium), para carretilhas e molinetes com comprimentos que variam de 6″ a 8″.

Pitching: Entre 8″ e 10″ servem para varas de molinetes acima de 6,5 pés.

Steelhead: Acima de 13″, para molinetes ou carretilhas em varas acima de 7 pés.

Flipping: Entre 9″ e 11″, para carretilhas em varas de 6,5 pés.

Musky: Acima de 10″, longo e cilíndrico, para carretilhas, em varas de 6,5 pés e 25 libras.

Comprimento:

Como o nome já explica, é a medida do cabo à ponteira. Essa classificação tem relação direta com as distâncias em que se pretende lançar iscas.
De forma geral, quanto mais compridas forem, mais longe se pode arremessar. Porém, fatores como ações das varas, pesos das iscas a arremessar, espessura das linhas e qualidade das carretilhas e molinetes, entre outros, podem criar pequenas contradições em relação a essa característica.
Em geral, elas têm os comprimentos especificados em pés e polegadas (não em metros). Essas medidas registradas nos blanks.

Pesos de arremesso:

As varas possuem limites mínimos e máximos quanto aos pesos de iscas que suportam ou arremessam. Com iscas mais leves que as indicadas fica difícil lançar. No caso de mais pesadas, a vara pode partir no arremesso.

Os valores referentes a pesos de arremesso, vêm expressos em onça (Oz). Cada onça equivale a 28,35 gramas.

Você pode entender pelo exemplo em que a indicação diz lure (isca em inglês) 1/8 onça – 3/8 onça. Isso significa que essa vara arremessa iscas de um oitavo de onça a três oitavos de onça, ou seja, 3,54 gramas a 10,63 gramas.

Classificações

As varas foram classificadas quanto aos comprimentos, pesos de arremesso, poder ou força, capacidade de peso e resistência das linhas e ações. Em seguida veremos ações:

– Ultra lights (UL) ultraleves:
Comportam linhas de até 6lbs (2,7kg) e iscas de até 6g (1/32 a 3/16 onças). Excelente para pesca de lambaris, pequenas tilápias, trutas, escrivões, manjubas, saicangas e peixes de pequeno porte.

– Lights (L) leves:
Devem ser usadas com linhas de 6lbs (2,7kg) até 12lbs (5,4kg) e iscas de 4g a 11g (1/4 a 3/4 onça). Excelente para pesca de peixes como tilápias, matrinchãs, tabaranas, robaletes, pequeno black bass e betaras.

– Médium (M) médias:
Para linhas de 10lbs (4,5kg) a 14lbs (6,4kg) e iscas de 7g a 21g (1/4 a 7/4 onças). Excelente para peixes do porte como robalos, black bass, traíras, sargos, piraputangas, carpas, pequenos tucunarés e pacus.

– Heavy (H) pesadas:
Voltadas a linhas de 16lbs (7,2kg) a 30lbs (13,6kg) e iscas de 11g a 28g (3/8 a 1 onça). Excelentes varas para pesca de peixes com o porte de jaús, pirararas, meros, badejos, grandes garoupas, grandes pintados, dourados do mar, pirarucus e cações.

– Musky:
O nome de um peixe barra pesada dos EUA, que são peixes ultra pesados. Especiais para linhas acima de 35lbs (15,9kg) e iscas de 40g a 300g. Excelente para peixes do tipo como atuns, piraibas, grandes jaús e meros.

Elementos Essenciais do Combatente

Elementos Essenciais do Combate

A análise da batalha terá de ser feita à luz de referências que nos permitam identificar os elementos presentes, caracterizá-los e utilizá-los como termo de comparação dos meios de coação militar empregues num dado momento e lugar, em tempos cronológicos e/ou lugares diferentes. As referências que podemos adoptar não podem ser escolhidas ao acaso; devem representar o grupo sociopolítico que cria a força militar em análise, os seus recursos materiais e infraestruturas e a forma como os utilizam. Assim, podem ser definidas um conjunto de referências que, para além de nos oferecerem uma via inicial de análise de um acontecimento num dado momento e num dado espaço geográfico, permitem-nos ter uma visão mais clara da evolução do campo de batalha a par da evolução sociopolítica e técnica. Definem-se portanto os Elementos Essenciais do Combate (EEC) que evoluíram ao longo da História: o Homem, o Fogo, o Choque, o Movimento e a Protecção
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os Elementos Essenciais do Combate

O Homem

O Homem que aparece no campo de batalha é o elemento essencial do combate que utiliza os outros elementos essenciais do combate. É o comandante e o soldado. É o produto de um sistema social e político que determina o seu papel na organização criada (mesmo que temporariamente) para utilização dos meios de violência. As suas motivações e capacidades variam com o meio social e político de origem. É o elemento primordial de toda a acção militar. A sua acção, tal como a dos outros elementos essenciais do combate, visa atingir os objectivos que foram definidos pelo poder político.

O Homem

O Homem é certamente o elemento essencial do combate mais complexo e mais difícil de analisar. A sociedade humana evolui permanentemente. Evolui nas técnicas, nas instituições sociais e nas ideias. A vida do homem em sociedade é profunda e perpétuamente dinâmica. No entanto, não evolui da mesma forma em todas as regiões do mundo e esse facto determina a diversidade de culturas. Esta diversidade produz diferentes meios sociais e políticos e, por isso mesmo, diferentes aparelhos militares. Isto não é verdade apenas para as épocas antigas em que se confrontavam, por exemplo, as bem organizadas legiões romanas com os grupos mais ou menos heterogéneos de bárbaros. Apesar da globalização mantêm-se muitas diferenças e sendo esta uma época em que a técnica circula com grande facilidade, a diferença crucial está principalmente no Homem.

Mas existiu sempre, e persiste ainda, uma diferença por vezes muito grande entre os homens que integram uma mesma força militar. A História mostra-nos que as sociedades igualitárias são uma utopia. A hierarquia militar traduz por norma a estrutura social de onde saem os mais altos e os mais baixos postos. O sistema feudal é o melhor exemplo deste facto mas também, se observarmos o que se passava no século XVIII, encontraremos uma classe de oficiais superiores quase integralmente oriundos da nobreza enquanto, de acordo com a opinião do ministro da guerra francês Saint-Germain, ao referir-se aos soldados, os exércitos devem inevitavelmente ser compostos pela escória da nação ... Mesmo hoje, longe destas situações extremas, registam-se diferenças que determinam diferentes motivações e capacidades e, por vezes, conflitos dentro da própria hierarquia.

A análise do Homem enquanto EEC, inserido na estrutura militar, não pode, pelo que acabamos de ver, ser inteiramente compreendida se nos limitarmos ao enunciado estatutário ou regulamentar das suas funções, ao relacionamento institucional entre os seus membros, transversal ou hierarquicamente. Para compreender inteiramente este EEC é preciso referenciá-lo não apenas cronológica e geograficamente à luz das doutrinas militares, mas também socialmente.

O Fogo

O Fogo

o EEC Fogo significa que se pode atingir o adversário a alguma distância. Originalmente é simbolizado pela pedra que o homem primitivo utilizava como projéctil. Foi de tal forma notável a evolução deste elemento, especialmente a partir da utilização da pólvora, que hoje é considerado um elemento preponderante. O elemento fogo esteve presente no campo de batalha sempre que o combatente utilizava uma funda, um dardo, um arco, uma besta, um mosquete ou uma espingarda automática. Mas este EEC não se traduz apenas nas armas individuais. As balistas e as catapultas, as bombardas, os canhões, os obuses ou os morteiros são armas manejada por equipas de homens. No topo desta evolução técnica, os mísseis e as armas nucleares, as armas químicas e as biológicas, dão-nos uma ideia da importância que este elemento adquiriu no campo de batalha moderno.

O Choque

O Choque

O mais rudimentar elemento que pode simbolizar o choque é a própria mão que agride o adversário. O machado (inicialmente em pedra, depois de metal), a espada, a alabarda ou a baioneta proporcionam a utilização do elemento choque. O combate corpo-a-corpo é a consequência da utilização deste EEC. Se o combatente que utiliza uma arma que lhe confere poder de choque o faz montado num cavalo, como aconteceu em muitas épocas mas especialmente na Idade Média, a montada confere-lhe maior poder de choque. Um carro de combate moderno, para além do seu notável poder de fogo, não deixa de ser temido pela sua grande capacidade de choque, especialmente sobre a infantaria.

O Movimento

O Movimento

Inicialmente, o movimento teve um papel pouco relevante na batalha. Era utilizado para deslocar os combatentes para o campo de batalha e aí simplesmente permitir que as forças adversárias fossem colocadas à distância de poderem utilizar as suas armas (de fogo ou de choque). A evolução da técnica e do aparelho militar conduziram à utilização do movimento para colocar as tropas numa posição mais vantajosa, redistribuí-las para obter superioridade num dado ponto, contornar as posições inimigas e ameaçar a sua linha de comunicações, em suma, manobrar. A aplicação do movimento para manobrar as forças no campo de batalha foi utilizada com mais intensidade desde Frederico II da Prússia e especialmente por Napoleão. No entanto, na Primeira Guerra Mundial, o início da campanha na frente ocidental traduziu-se por elevado grau de movimento mas o EEC fogo, que com a metralhadora tinha já atingido uma importância muito grande, obrigou durante muito tempo a manter a frente numa linha quase estática.

A Protecção

A Protecção Individual

O combatente utiliza dois tipos de protecção: individual e colectiva. A protecção individual é a que o combatente utiliza para evitar ou atenuar os efeitos do choque ou do fogo empregue pelo adversário: um escudo, uma couraça para proteger o peito ou as costas, um elmo ou um capacete para proteger a cabeça. Nos tempos mais modernos, continuam a utilizar-se capacetes – agora fabricados com materiais mais sofisticados, tal como se utilizavam os elmos há mil anos atrás; utilizam-se coletes à prova de bala como se utilizavam couraças. Mas há novas necessidades e novos meios de protecção no campo de batalha: os elementos de protecção NBQ (nuclear, biológica e química) que vão dos fatos completos às simples máscaras anti-gás.

A Protecção Colectiva

A protecção colectiva, ao contrário da individual, é fixa, isto é, com carácter permanente. Assim eram os castelos, as muralhas que protegiam as cidades ou as trincheiras construídas na Primeira Guerra Mundial. A sua extensão determina a dimensão do grupo ou do território a proteger. Para além dos numerosos castelos existentes em Portugal e por toda a Europa e Ásia, das numerosas fortalezas e outras infraestruturas mais modernas construídas por todo o mundo, a protecção colectiva adquire um campo mais vasto de utilização com a blindagem de veículos, helicópteros e outros meios aéreos e navais. Nos tempos modernos, a protecção colectiva, sem abandonar as infra-estruturas, deslocou-se mais para os sistemas de armas (Viatura blindada de transporte de pessoal, carro de combate, etc.).

Protecção colectiva

A influência da técnica nos EEC

A técnica teve sempre grande influência na forma como se organizaram e actuaram as forças militares. Basta pensar no que eram as batalhas antes e depois do desenvolvimento das armas de fogo ou na diferença entre uma batalha na Guerra dos Cem Anos ou na Segunda Guerra Mundial. Apesar dos elementos comuns que poderão ser encontrados nos conceitos de manobra – veja-se a Batalha de Canas e o Plano Schlieffen – as diferenças técnicas são imensas.

Projecto de Leonardo da Vinci

Paulatinamente o choque foi cedendo lugar ao fogo. Sempre coexistiram mas quando a maior parte do combate era travado numa luta corpo-a-corpo por guerreiros armados de espadas ou machados, dominava o choque. O emprego de arcos e bestas constituía apenas uma pequena parte, embora importante, do confronto. A utilização da pólvora e o desenvolvimento da metalurgia possibilitaram que as armas de fogo começassem a ter um papel preponderante no campo de batalha. Desenvolveram-se armas individuais (ex: espingarda) e armas colectivas (ex: obus) mas mesmo quando o soldado actual utiliza a espingarda automática mais moderna não deixa de ter uma baioneta.

A utilização do movimento foi significativamente alterada, por duas razões de natureza muito diferente, especialmente durante o século XIX. Uma primeira razão tem a ver com o conceito de emprego das forças. Foi o caso da relevância da manobra e da estratégia militar de acção indirecta seguida por Napoleão. Uma segunda razão tem a ver com a Revolução Industrial que, com o desenvolvimento do caminho de ferro, possibilitou o rápido movimento de grande volume de homens e materiais. Mais tarde, o motor de combustão veio acrescentar novas possibilidades em terra (viaturas de transporte de pessoas e carga, carro de combate), no mar (navios a vapor, mais tarde a diesel; submarinos) e no ar (aviões).

O que a técnica fez ao projecto de Leonardo da Vinci

A evolução da protecção individual acompanhou também a evolução técnica. O escudo, utilizado desde a Pré-História, evoluiu da madeira e couro para o metal. As protecções utilizadas sobre o corpo evoluíram no mesmo sentido e o desenvolvimento de novos materiais permitiu que as armaduras não fossem pura e simplesmente eliminadas do campo de batalha. Elas existem agora sob a designação vulgar de coletes à prova de bala que são feitos de fibras sintéticas. A protecção colectiva evoluiu no mesmo sentido pois é fácil de identificar a diferença no grau de protecção oferecido pelas muralhas de um castelo medieval, por uma fortaleza projectada por Vauban ou pela fortificações da Linha Maginot. Nesta apreciação não se coloca a dimensão da obra pois a Muralha da China, cuja construção foi iniciada no século III a.C., é bem mais extensa que, por exemplo as Linhas de Torres Vedras ou a Muralha do Atlântico.A blindagem do carro de combate é uma protecção colectiva que, ao contrário das anteriores, se pode movimentar.

Estes são os elementos utilizados pelo Homem, também ele um elemento essencial do combate. O Homem presente no campo de batalha é o elemento que adquiriu uma cultura, expectativas e motivações que ganharam forma na sociedade que o produziu, isto é, na sociedade que produziu os elementos essenciais ao combate – fogo, choque, movimento e protecção – que ele utiliza e com características adequadas ao tempo e lugar respectivos. Não é possível caracterizar o EEC Homem sem caracterizar, do ponto de vista técnico, a sua sociedade de origem. Desde que as primeiras comunidades humanas da Idade da Pedra fabricaram os primeiros instrumentos que utilizaram na guerra, a tecnologia e os produtos por si produzidos estiveram sempre presentes no campo de batalha.

Não só os objectivos mas também os recursos são definidos pelo Poder Político. Essa definição assenta em premissas políticas e técnicas. Ambas permitem definir as doutrinas tácticas e logísticas a aplicar e a organização que as Forças Armadas devem adoptar para o combate. Num patamar mais elevado, a técnica continua a ter grande influência nas doutrinas estratégicas e na organização da Nação para a guerra.

A interdependência dos EEC

Cada um dos EEC não evolui por si só. Pondo de parte a relação entre o elemento Homem e os restantes EEC, que se revela principalmente em termos de utilização, podemos afirmar que cada elemento influenciou os demais.

Ao predomínio inicial do choque seguiu-se um crescimento exponencial do fogo. Estes elementos sempre coexistiram e na evolução que conduziu à supremacia do Fogo assistimos ao ponto de viragem no século XVIII, quando o mosquete e a boca de fogo de artilharia sofrem melhoramentos consideráveis e se tornam nos meios que vão ser utilizados nas Guerras Napoleónicas. A História ensina-nos, portanto, que perante um EEC fogo cada vez mais eficaz, o choque deixa de ser considerado por certos autores como elemento do combate significativo.

Enquanto o choque predominou, o movimento foi utilizado fundamentalmente para deslocar os combatentes para o campo de batalha e aí para aproximar ambas as forças em presença á distância do choque. Mais tarde o movimento é utilizado a nível estratégico e a nível táctico como plataforma de transporte do fogo e do choque, para deslocar as forças para pontos seleccionados em que podem obter vantagem sobre o inimigo. Nas épocas de Frederico II da Prússia e Napoleão, o movimento das forças, só por si, chega a resolver situações de combate, […].

Quando entramos no século XX, com a Primeira Guerra Mundial, estes três EEC, fogo, choque e movimento, estão presentes no campo de batalha: um grande poder de fogo conseguido pelas metralhadoras e pela utilização intensa da artilharia, um combate corpo-a-corpo (choque) quando se ultrapassava a barreira do fogo, e a grande movimentação de tropas. O poder de fogo, no entanto, prevaleceu sobre o choque e impediu a utilização do movimento e, durante cerca de quatro anos, a frente ocidental da guerra não teve alterações significativas. Daqui para a frente, no entanto, passou a haver tendência para considerar como EEC apenas o fogo e o movimento. Se a blindagem do carro de combate lhe confere poder de choque, essa é uma consequência acidental da intenção de aumentar a protecção.

O Fogo em Movimento sobre uma plataforma que confere Protecção e Choque.

A protecção individual evoluiu com o desenvolvimento, primeiro, do poder de choque, depois, do poder de fogo. Ao maior poder de choque correspondeu uma maior protecção individual. O cavaleiro medieval, ou já da Idade Moderna, simboliza bem essa protecção que se manteve útil no início da utilização do fogo. No entanto, quando aumentou a eficácia das armas de fogo e a protecção se mostrou insuficiente, apenas persistiu a que era considerada necessária contra o choque ainda presente no combate, como foi o caso, por exemplo, dos couraceiros. A protecção individual do soldado de infantaria no século XIX era nula e no século XX teria sido reduzida ao capacete se as armas químicas não obrigassem a novas medidas (máscara anti-gás). A renovação da protecção individual nos tempos actuais (colete à prova de balas) deve-se, não à maior influência do fogo ou do choque mas do EEC homem. A cultura adquirida no mundo ocidental, ou onde a sua influência possa ter chegado, conduziu a que não se aceite tão facilmente como noutras épocas a perda de vidas humanas em combate.

A protecção colectiva evoluiu de forma idêntica. Às muralhas altas dos castelos, concebidas para dificultar a escalada e o combate corpo a corpo, sucederam-se as muralhas mais baixas e mais fortes, capazes de oferecer maior resistência ao crescente fogo da artilharia. Quando este assumiu um poder de grande destruição, do século XX em diante, alteraram-se as estruturas das fortificações por forma a oferecerem ainda mais resistência (Linha Maginot, Muralha do Atlântico). A possibilidade de emprego de armas nucleares, mais do que um aumento da protecção colectiva em estruturas fixas, obrigou à dispersão das forças e, consequentemente, à maior utilização do movimento. Este movimento, necessário para evitar a formação de alvos remuneradores, utiliza viaturas com protecção colectiva cada vez mais sofisticada e protecção individual adequada ao fogo considerado na sua nova vertente NBQ. No entanto, o soldado que ali é transportado e utiliza uma arma automática cada vez mais leve continua a dispor de uma baioneta.